Breve história das Competições de Ciência

Não se conhece uma data exata para a origem das competições de ciência, mas está documentado que no final do século XIX, mais precisamente em 1885, se realizou na cidade de Bucareste, Roménia, uma competição de matemática para cerca de 70 alunos do ensino primário. Os países da Europa Central e de Leste sempre tiveram uma grande tradição neste tipo de competições. Mais tarde, em 1894, surge na Hungria a primeira competição para alunos do ensino secundário, a “Competição de Matemática Eötvös”, universalmente aceite como estando na génese da atual Olimpíada Internacional de Matemática, que foi a primeira grande competição deste género. A primeira Olimpíada Internacional de Matemática para alunos do ensino secundário realizou-se na Roménia, em 1959. As Olimpíadas de Matemática serviram, certamente, de inspiração aos físicos e, em 1967, na Polónia, tiveram início as Olimpíadas Internacionais de Física para alunos pré-universitários. A seguir, em 1968, iniciaram-se as Olimpíadas Internacionais de Química na República Checa; em 1990, as Olimpíadas Internacionais de Biologia na Checoslováquia; em 1996, as Olimpíadas Internacionais de Astronomia na Rússia; e, em 2007, as Olimpíadas Internacionais das Ciências da Terra na Coreia do Sul. Numa fase inicial, as Olimpíadas Internacionais tiveram um forte apoio da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para a sua implementação e divulgação e também de outras instituições, como por exemplo, da EPS (European Physical Society) e da IUPAP (The International Union of Pure and Applied Physics).

Atualmente, a nível mundial existem dezenas de Olimpíadas Internacionais de Ciência para alunos dos ensinos básico e secundário. Portugal tem vindo a participar em várias destas competições. As Sociedades Científicas portuguesas coordenam e organizam as olimpíadas locais, regionais e nacionais para diferentes níveis de ensino com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Ciência Viva e, ainda, são responsáveis pela seleção e pelo treino dos alunos portugueses que representam Portugal ao mais alto nível.

No padrão internacional há já muito tempo que existem, em países como Singapura, Índia, Estados Unidos da América e Inglaterra, competições de ciência para crianças. Recentemente, em Portugal, são implementadas anualmente duas competições para alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, as Mini-Olimpíadas de Matemática e as Competições de Ciência organizadas pelas Sociedade Portuguesa da Matemática e Universidade de Aveiro, respetivamente. Assim, neste contexto, surgem as “I Mini-Olimpíadas Experimentais de Ciência” que procurarão desafiar os alunos deste nível de ensino a realizar não só provas teóricas, mas também provas de cariz experimental.

Bibliografia:

Oliveira, Filipa. Olimpíadas de Física, o gosto pelo desafio: um contributo para o ensino experimental da Física. Tese de doutoramento, 2018, Coimbra.

https://www.nushigh.edu.sg/admission-n-outreach/outreach/singapore-primary-science-olympiad/introduction.

https://www.primaryolympiad.com/about.php.

https://sofworld.org/about-science-olympiad-foundation-sof.

https://www.primaryolympiad.com/about.php

http://mopm.mat.uc.pt/MOPM/Apresentacao/